Se procurou tratamento dentário na Turquia, quase de certeza viu fotografias de dentes reduzidos a pequenos cotos, publicadas sem contexto. É uma preocupação legítima. Este artigo explica o que a preparação envolve de facto, porque difere de dente para dente, e o que tem direito a perguntar antes de aceitar seja o que for.

Não lhe vamos dizer que o tratamento nunca remove estrutura dentária. Muitas vezes remove. O que importa é quanto, porquê, e se uma opção mais conservadora conseguiria o que pretende.

As opções e o que envolvem

  • Faceta sem ou com preparação mínima. Muito pouca ou nenhuma redução. Possível nalguns casos — normalmente quando os dentes são um pouco pequenos ou recuados e se pretende uma alteração moderada. Não está disponível para todos os dentes nem para todos os resultados.
  • Faceta E.max. Restauração cerâmica fina aderida sobretudo à face frontal. Exige normalmente alguma preparação, em quantidade variável. Indicada quando o dente está essencialmente são. Ver quem é candidato a facetas E.max.
  • Coroa E.max. O dente é preparado em todas as faces. Escolhida quando o dente precisa de mais suporte estrutural mas a estética continua prioritária — frequentemente dentes anteriores.
  • Coroa de zircónia. Também preparada em todas as faces. Escolhida geralmente quando a resistência é decisiva. Mais detalhes no nosso guia de coroas de zircónia.
  • Bonding de compósito. Resina aplicada diretamente no dente. A necessidade de preparação depende do dente; em muitos casos é a opção mais conservadora e reversível. Também abordado no nosso artigo sobre bonding.

A diferença entre faceta e coroa é explicada em facetas ou coroas.

Preparação comparada

O princípio vê-se melhor do que se descreve. A faceta trata sobretudo a face frontal. A coroa é preparada a toda a volta.

Dente naturalSem preparação
FacetaSobretudo a face frontal
CoroaPreparada em todas as faces
Esmalte Dentina Polpa Faceta Removido

Corte simplificado de um dente anterior superior, para mostrar o princípio — não é uma medição. A redução real difere em cada dente e é decidida no exame clínico.

Porque não damos aqui um número em milímetros. Existem valores de preparação publicados na literatura, mas citar um aqui sugeriria que o seu caso tem uma resposta pré-determinada. Não tem. A redução adequada aos seus dentes decide-se ao observá-los.

Porque a preparação varia tanto

Dois pacientes que pedem o mesmo aspeto podem precisar de preparações muito diferentes. Os fatores determinantes:

  • Alinhamento — um dente já próximo da posição final exige menos ajuste.
  • Dentes projetados — um dente à frente da linha do sorriso pretendida exige normalmente mais redução, ou alinhamento prévio.
  • Apinhamento — muitas vezes é melhor alinhar primeiro; restaurar como está implica remover mais.
  • Restaurações existentes — dentes já coroados ou facetados não se tratam como intactos.
  • Cáries — têm de ser tratadas primeiro e condicionam a estrutura sã disponível.
  • Restaurações grandes — reduzem a estrutura capaz de suportar uma restauração fina.
  • Cor do dente — mascarar um dente muito escuro pode exigir mais espessura.
  • Oclusão — determina o que pode ser colocado em segurança e como vai desgastar-se.
  • Dentes danificados — fissuras, fraturas e desgaste acentuado alteram o que é apropriado.

É também por isso que um plano indicado antes do exame é provisório. Pode ser um ponto de partida razoável; não deve ser apresentado como definitivo.

Quando não coroar dentes saudáveis

Esta é a parte mais importante, e a razão pela qual a expressão «dentes turcos» existe.

Estrutura dentária sã não se repõe depois de removida. Preparar um dente saudável para uma coroa total apenas para lhe mudar a cor ou a forma gasta algo irrecuperável e compromete esse dente a estar restaurado para o resto da vida.

Quando um resultado aceitável pode ser obtido de forma mais conservadora, esse caminho deve ser proposto e explicado primeiro — uma faceta, bonding, branqueamento, alinhamento, ou uma combinação. As coroas continuam a ser a resposta certa para dentes que precisam mesmo de restauração estrutural; a nossa página de coroas aborda essas situações.

Uma expectativa razoável: se lhe recomendarem coroas totais em dentes que considera saudáveis, pergunte porque uma faceta ou bonding não alcançariam o resultado. Deve receber uma resposta clínica clara.

As fotografias dizem quanto será desgastado?

Em parte. As fotografias são genuinamente úteis — mostram a posição dos dentes, os espaços, a cor e a forma do sorriso, e permitem dizer-lhe se o que pretende é realista e que abordagem estaria em causa.

O que não mostram é como os dentes contactam ao morder, o estado e a profundidade das restaurações existentes, a saúde do nervo, ou o que está abaixo da gengiva. Estes aspetos mudam o plano, por vezes significativamente. Por isso uma opinião baseada em fotografias é um ponto de partida, e o exame clínico — com imagiologia quando adequado — é o que produz o plano final.

Pode enviar-nos fotografias através da nossa avaliação gratuita nesses termos.

O que perguntar antes de aceitar

  • Que dentes vão ser preparados e quais ficam intactos?
  • Cada um leva faceta ou coroa — e porquê essa escolha para esse dente?
  • Existe uma opção mais conservadora que se aproxime do mesmo resultado?
  • O que acontece a estes dentes daqui a dez ou vinte anos?
  • O que está incluído se algo tiver de ser ajustado ou substituído mais tarde?

São perguntas comuns e qualquer clínica deve respondê-las sem hesitar. Os preços atuais de cada opção constam da nossa lista de preços.

Perguntas frequentes

Todas as facetas exigem desgastar os dentes?
As facetas cerâmicas exigem normalmente alguma preparação, mas a quantidade varia consoante o dente e o caso. Algumas situações permitem uma preparação muito conservadora; outras exigem mais. Prometer que todas as facetas dispensam desgaste, sem observar os dentes, é simplificar demasiado.
Uma coroa é mais destrutiva do que uma faceta?
Numa coroa o dente é preparado a toda a volta, pelo que se remove mais estrutura do que numa faceta típica. Isso não faz da coroa a escolha errada — num dente muito restaurado, desvitalizado ou fissurado, pode ser a restauração que o protege.
As facetas podem ser colocadas sem desgastar nada?
Nalguns casos é possível preparação mínima ou nula, geralmente quando os dentes são um pouco pequenos ou recuados e a alteração pretendida é moderada. É um juízo clínico caso a caso, não uma opção escolhida previamente de uma lista.
Consegue dizer pelas minhas fotografias quanto será desgastado?
As fotografias dão uma primeira impressão útil da posição dos dentes, cor e espaços, e bastam para discutir o que é realista. Não mostram a oclusão, o estado das restaurações existentes nem o que se passa abaixo da superfície, pelo que o plano final exige exame clínico e, se adequado, imagiologia.
Os meus dentes vão ficar reduzidos a pequenos cotos?
Essa imagem vem de fotografias de casos de coroas totais muito preparados, que não correspondem ao aspeto de uma preparação para faceta. São procedimentos diferentes. Se lhe recomendarem coroas, devem explicar-lhe porquê e o que a preparação envolve.
E se eu não quiser que se remova nada?
Diga-o na avaliação. Conforme o caso, há caminhos mais conservadores — bonding de compósito, branqueamento, alinhamento, ou simplesmente fazer menos. Se o seu objetivo não for alcançável sem preparação, devem dizer-lho com honestidade em vez de prometerem um resultado impossível.